Era mais um belo dia no colégio St. Lucius. Garotas gostosas, andando com suas micro saias e seus micro shorts, sorrindo e fazendo pose para nós, meros mortais. Eu sou Dougie Poynter, um cara gostoso de 16 anos e desejado do colégio. Eu não me acho, eu apenas sou. As meninas dariam tudo para ficarem comigo e isso é um fato. Não que eu me canse de ser assim sabe? Mas as vezes essa vida é dura pra mim... Ter tudo que eu quero e um pouco mais, e claro que isso é privilégio para só alguns gostoões. E felizmente eu estou no meio deles. Como eu gosto de ser eu!
-Olha aquela ali! Meu deus! Se não usasse calcinha eu enxergaria o útero dela! – Harry disse olhando as lideres de torcidas.
-Eca que nojo Harry! – Danny disse dando um pedala nele. – O que deu em você hoje em Judd? Está atacado!
-A questão não é o que meu deu hoje e sem quem me deu no final de semana. – Ele disse sorrindo maroto e se espreguiçando. Os três olhamos pare ele rapidamente com os olhos arregalados.
-Como assim Judd? Explica isso direito pra gente now! – Tom disse curioso.
-Ok, eu sai com a Rebecca e... Ela liberou geral. – Ele piscou.
-Esse liberou geral é tipo, você levou a Rebecca pra cama? – Danny perguntou e a única coisa que Harry fez foi abrir um enorme sorriso malicioso e concordar com a cabeça. Nós três ainda olhávamos para ele com cara de espanto.
-Esse é meu garoto! – Tom gritou batendo as mãos com Harry.
-Agora só falta o Poynter em? – Danny olhou pra mim sorrindo.
-Fala sério, só falto eu porque eu quero e vocês sabem disso. – Disse dando de ombros e olhando algumas garotas que corriam perto da gente e sorriam.
-A é? Então você é o pegador do colégio, é Poynter? – Harry riu.
-Sou sim. E vocês sabem muito bem disso. – Disse e pisquei. – Qualquer garota dessa escola faria qualquer coisa pra tocar nas minhas roupas apenas.
-Você é bem modesto meu caro Poynter, e já que é assim, toparia uma aposta certo? – Danny sorriu maroto. Lá vem merda!
-É claro meu caro Jones, manda ae. – Sorri.
-Ok, eu aposto que você não consegue ficar com uma menina durante um mês e levá-la pra cama! – Ele disse.
-Ok, está apostado. – Sorri me jogando pra trás um pouco. Seria fácil isso, como eu já disse eu sou Dougie Poynter! Estava na cara que eu ia ganhar.
-Está apostado. – Sorri. – E se eu perder o que acontece? – Perguntei só pra ver o que eles teriam que fazer.
-Ok, se você perder, terá que cantar uma música super romântica pra ela, com um violão. – Tom sorriu.
-Só isso? Que merda!
-Só com o violão! Sem camiseta, sem calça, sem cueca! Só o violão. – Ele completou. Ah tava demorando né?
-Ok, eu aceito, e se eu ganhar?
-Você escolhe o que quiser Poynter. O que quiser. – Ele disse seguro. Aquilo estava melhor do que eu imaginava!
-Fechado. Agora é só escolher a vitima... – Disse olhando em volta. Como só tinham garotas gostosas por ali, eles escolheriam alguém de alto nível. Então podia ficar sossegado, ganharia aquela aposta idiota.
-Que tal a Clarisse? – Tom disse apontando para uma garota que trazia em uma das mãos um saco com bolas de futebol e na outra mão tentava equilibrar algumas garrafas de água. Eu congelei na hora que vi a tribufu! Usava aparelhos, uma saia no calcanhar, uma camiseta estranha de flores deformadas com um boné torto com o símbolo do time de futebol feminino, óculos maiores que a cara dela e um tênis estranho com meias de ursinho e toda colorida.
-AH qual é! Vocês estão brincando né? Aquela coisa ali né a gente! – Eu disse mais assustado que qualquer coisa.
-O Poynter! Você aceitou, não pode ficar escolhendo quem vai ser a sortuda. – Harry disse.
-Porra! Mais o que vão falar de mim em? Eu sou popular, não podem colocar essas coisas assim na minha vida. – Disse.
-Ok, a Clarisse é mesmo apelação, eu concordo com ele! – Danny disse.
-Obrigado Danny! – Sorri satisfeito. Então eles voltaram a analisar o campo onde agora algumas meninas chegavam e começaram a jogar futebol.
-Então que tal a Katarinna Backer em? – Danny disse apontando pra garota. Ela usava um shorts e uma camiseta do tipo de futebol feminino, uma chuteira e tinha os cabelos presos, corriam atrás da bola em quanto saia esbarrando em algumas meninas com violência.
-AH NÃO! Katarinna Backer? FALA SÉRIO! Ela parece mais um menino, vive brigando e indo pra diretoria, e nem tem curvas! Fala sério! E o cabelo dela? É cor de salsicha! Ela nem popular é! Ela joga futebol e basebol! E ainda faz Box! Qual é gente isso é muita brexa! – Disse sem concordar.
-Sinto muito Poynter, mas a nossa ultima escolha é ela. Ou se não a Clarisse mesmo. – Fiquei olhando de Katarinna para Clarisse, de Clarisse para Katarinna. É, não tinha muitas opções mesmo. Suspirei fundo.
-tudo bem, eu aceito a Backer. – Eu estava ficando louco é?
-Certo, aposta feita? – Danny estendeu a mão, olhei para ele, olhei para a garota e olhei para a mão dele e depois apertei concordando com um sorriso amarelo. Eu tinha inalado gás de isqueiro? Só pode ser! Tinha acabado de aceitar passar o pior mês da minha vida! Respirei fundo e tentei fingir que aquilo era apenas um pesadelo tolo. Ficamos assistindo o jogo feminino, porém eu não estava com a mínima vontade, ficava pensando em como seria terrível ter que aturar aquela garota, durante um mês e ainda por cima, ter que ir pra cama com ela! O jogo acabou e os três me olharam.
-O que? – Falei encarando eles feio.
-Vai falar com ela! Você acha que pode ficar perdendo tempo? – Tom disse apontando para a garota que ia para o vestiário.
-Fala sério! – Revirei os olhos. – Eu to bem aqui. – cruzei os braços.
-Vai logo garoto! – Eles me empurraram me forçando ir. Eu bufei e sai andando. Descei a arquibancada e segui até o vestiário, sentei em uns banquinhos que tinha por ali e fiquei esperando a garota sair de lá de dentro.
-A gente se fala depois! – Vi ela saindo e falando com algumas meninas que seguiram para o outro lado, ela passou por mim sem nem me olhar sentou em uma mesa e tirou um caderno e um livro de dentro da mala. É eu teria que ir falar com ela. Meu Deus! Eu fui muito mau na minha outra vida mesmo!
-Oi. – Me sentei de frente para ela que demorou um tempo para me olhar. Ela lançou um olhar para mim e voltou a olhar para o caderno. Ela vai me deixar falando sozinho? – Eer, tudo bem?
-Olha tá aqui o dinheiro do lanche! – Disse colocando uma nota de dez em cima da mesa. Olhei aquilo e arqueei a sobrancelha. Então eu também já roubei o dinheiro do lanche dela na terceira série?
-Eu não quero o dinheiro do lanche. – Ri devolvendo o dinheiro. Ela ficou me encarando.
-Então o que quer? Lição? Desculpa mas se você não está percebendo eu estou começando a minha agora. – Piscou e voltou a fazer a lição. Quem ela acha que é pra falar assim comigo?
-Eu não quero lição! Eu quero conversar oras. – Disse sorrindo. Caralho o que eu não faço para não ficar pelado e cantar pra essa estranha em?
-Desculpa, mas quem é você mesmo? – Ela perguntou franzindo a testa. O QUE? COMO ASSIM, QUEM SOU EU? Quem é ELA pra falar assim comigo! Garota idiota!
-Eu? Sou Dougie Poynter. – Disse. Ela parecia pensar, ou tentar lembrar de mim, o que me deixou ainda mais puto.
-Ah sim! O cara da minha sala. Eu acho que é você... Porque tem um sei lá o que Poynter na minha sala. – Ah não ela tá começando a me irritar!
-Isso mesmo, eu estou na sua sala. – Infelizmente! Tenho que te olhar todos os dias!
-Atá, entendi. – Ela disse e voltou a escrever.
-Então, tá afim de ir tomar um sorvete? – Perguntei e vi ela revirar os olhos.
-Qual é garoto! Ta trabalhando para alguma instituição de caridade é? – Ela perguntou cruzando os braços.
-N-Não! Porque eu estaria trabalhando?
-Porque garotos igual a você... – Ela olhou pra mim com desdém – não falam com garotas como eu, a não ser para rirem ou encherem o saco. – Ela disse. Eu estava vendo que aquilo seria mais difícil que eu imaginava.
-Olha eu só queria que você se divertisse um pouco! – Disse tentando manter a calma.
-E quem disse que eu não me divirto em Poynter? – Ela cruzou os braços.
-Ir para clubes feministas não é se divertir ok? – Disse sorrindo. – Vamos até a sorveteria, a galera se encontra todo dia lá, vai ser legal!
-Escuta garoto, eu não sei de que buraco você saiu, e por que você tá fazendo isso.Mas eu já disse NÃO e é NÃO! Você não sabe nada da minha vida e já quer vir dizendo o que eu faço?Quem você pensa que é? O John Lennon?
Ela estava falando comigo? É isso, comigo? Não acreditei que ela pudesse mesmo estar falando comigo, que absurdo um negócio desses, ela estava gritando comigo? Eu não podia berrar com ela, eu tinha que ser simpático...
-Hey! Calma ai garota! Eu só queria que você fosse comigo até lá, ver a galera e pá!
-Obrigada, mas eu não to afim nem de ir na sorveteria, nem de ver a galera e pá muito menos ir com você. – Ela sorriu sarcástica, pegou suas coisas e saiu andando arrumando o caderno e o livro em sua mão. Espera. Eu ouvi bem, ou meus ouvidos estão me enganando? Ela...esse ser estava me dando um fora? Como assim? Ela? Era pra ser ao contrário tá legal? Eu estava tendo o maior trabalho de convidá-la e ela dizia aquilo como se eu fosse um pedaço de lixo podre? Eu fiquei em pé e fui atrás dela.Agora ela feriu meu orgulho,cara.
-Hey! Você tem algo contra mim? - Eu perguntei.
-Me dá um minuto pra pensar? – Ela disse fazendo uma pausa. – Aham! – Respondeu segura sem para de andar. – Vai chamar uma das lideres de torcidas loiras vai! - Olha eu juro que se não fosse essa porcaria de aposta eu nunca ia ter falado com você estranha!
-Mas eu quero ir até a sorveteria com você! Elas não comem doces! – Disse, achando que agora ela resistiria ao charme Poynter, mas aquilo só fez a infeliz dar risada.
Qual é eu tenho cara de palhaço! Não dá pra ela aceitar ir até a porcaria da sorveteria comigo? QUE SACO!
-Olha Poynter, o pessoal que você anda, não é o que eu ando tá? E você... – Ela me olhou de cima a baixo. – Deixa pra lá, não vai rolar! – Ela disse saindo andando. Ah que merda! Essa garota é mais chata do que qualquer coisa!
-Katarinna! Por favor, vai até a sorveteria comigo! Eu prometo que é só um sorvete! – Disse numa tentativa que sabia que iria ser em vão. Porém, a estranha parou e se virou.
-Poynter, se você quer tanto ir comigo, prove. – Ela disse. O que? Ela ficou doida é? Bateu a cabeça no saco de batata? Que saco!
-Provar? Provar o que?
-Provar que você não está fazendo mais uma de suas brincadeirinhas idiotas Poynter!
-Mas o que você quer que eu faça em? Como quer que eu prove?
-Não sei! Só prove. – Ela revirou os olhos.
-E se eu provar, você vai mesmo? Vai até a sorveteria comigo? – Perguntei.
-Sim eu dou a minha palavra que eu vou até a sorveteria ver a sua galera. – Ela disse tentando me imitar. Patética. – Porque diferente de muitos, eu cumpro a minha palavra. – Ela sorriu.
-Isso foi uma indireta? – Perguntei franzindo a testa.
-Se a carapuça servir Poynter... – Ela piscou e saiu andando. Isso então tinha sido um fora? Ela Não iria na porcaria da sorveteria comigo mesmo? Bufei e voltei para a arquibancada onde os dudes estavam.
-HAHA, o pegador levou um fora da Backer é? – Danny disse rindo.
-Não Caro Jones, foi um pé na bunda mesmo! – Harry disse rindo, e fazendo os outros rirem também, menos eu.
-Não esquece Poynter, um mês! E no fim dele, terá que levar ela pro baile da escola ok? – Tom piscou.
-PERA AI! VOCÊ NÃO DISSE NADA DE BAILE! – Quase berrei quando ouvi a palavra baile.
-Disse sim, mas você estava ocupado demais pra perceber isso. – Nota Mental: arranjar amigos novos. Suspirei e sentei ao lado dele. – 30 dias meu caro amigo, 30 dias! Se não, rá! Terá showzinho aqui. – ele riu. Mas eles não iam conseguir me intimidar, eu sou Dougie Poynter, nenhuma Katarinna Backer vai me derrubar, segurem-se amigos!
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