Hoje é quinta-feira, e eu já não gosto muito de quinta-feira, mas ela piora quando eu sei que tenho que dar em cima dá estranha da Backer! Isso acaba mais ainda com a minha quinta-feira. Peguei meu bebê (Lê-se: carro) a minha segunda paixão, já que a primeira é mulher e fui pra escola. Estacionei em uma das vagas e quando sai do carro pegando minha mala, vi a garota que eu deveria dar em cima chegar em uma moto, estaciona-la e pegar e descer dela.
-Bom dia Kate. – Fui logo sendo simpático.
-Bom dia? Porque? – Ela disse tirando o capacete e colocando na moto. Ela era mesmo um doce de pessoa meu Deus! Eu que devia estar de mau humor! Tinha que olhar pra cara dela. ECA!
-Dormiu bem? –Perguntei.
-é, dormi sim. – Ela sorriu. Pelo menos alguém né!
-Que bom! – Sorri.
-Ain merda! Eu tenho que achar alguém pro clube do coral. – Ela disse coçando a cabeça.
-Ham? – Franzi a testa.
-É nada. Bob ficou doente, não tenho um substituto para ele. – A vi guardar o celular no bolso.
-Bom, eu posso entrar pro clube. – Sorri. Ela me olhou com uma das sobrancelhas arqueadas e riu sarcástica.
-Você? Em um clube do coral! Eu aposto que não consegue cantar nem atirei o pau no gato. – Katarinna riu. Ah não! Chega de apostas.
-Bom, eu posso tentar... – Disse dando de ombros.
-Faça o que quiser, mas não se esqueça que tem que ir a todas as reuniões e ensaios... – Disse e saiu andando. – SÓBRIO! – completou, me fazendo rir sozinho. Segui para sala e quando cheguei avistei Harry, Danny e Tom sentados no fundo da sala rindo.
-POYNTER! Meu cara Poynter. – Tom me cumprimentou.
-Hey dudes. – Sorri e me sentei.
-E como vai com a estranha rebelde? – Danny perguntou.
-O que você acha? – Na mesma hora vi ela entrar e se sentar em uma das cadeiras, jogando sua mala no canto.
-Hum, então ela é difícil é? – Harry riu. – Se fudeu Poynter! – Os três riram. HAHA engraçado.
-Bom, pra você tentar se aproximar dela, tem que conhecer mais a garota sabe? A gente podia ler a fixa dela na hora do intervalo, o que acha? – Danny sugeriu.
-É, até que é uma boa idéia. Vindo de você né Danny... – Disse recebendo um pedala. Logo o professor de química chegou e ele passou alguns exercícios chatos e fomos fazendo, em quanto o tempo passava. Depois de três aulas, o sinal do intervalo tocou e seguimos para os armários com os documentos.
-Katarinna Backer, Katarinna Backer, Kurt… Katrinna… Katarinna! Achei! – Danny disse e nós três corremos até ele que começou a ler a ficha da garota. – Katarina Backer, nasceu no dia 25 de outubro, tem 15 anos, mora com o pai e com dois irmãos. Sua mãe morreu quando a garota tinha dez anos.
-Nossa disso eu não sabia... – Disse meio sem graça. Devia ser horrível não ter mãe.
-continuando... Luta Box, anda de skate, surfa, joga futebol, participa do clube do coral, e canta. Já ganhou duas lutas de Box, três campeonatos de skate, o mundial de surf de 2008, dois campeonatos de futebol e participou do concurso de musica, mas acabou ficando doente e não pode terminar. Já passou pela diretoria várias vezes, faz trabalhos voluntários, e ainda toca bateria e guitarra. – Danny leu tudo bem rápido. –UOU. – e disse por fim.
-Casete a vida dessa menina nem é corrida né? Credo! – Tom reclamou. – Mas está ai o que você precisa saber da sua musa! – Ele disse rindo.
-Ah dude cala a boca! – Disse saindo da sala. Fomos para o refeitório, onde nos sentamos na mesa de sempre e começamos comer, eu estava morto de fome. Logo que terminei avistei Katarinna se sentando em uma das mesas com o fone de ouvido e comendo um pacote de salgadinho e tomando coca-cola. Nenhuma garota daqui come isso! Ela é normal mesmo? Me levantei, e fui até lá.
-Hey. – Disse me sentando na mesa.
-Oi Poynter. – Ela disse enfiando salgadinhos na boca e tomando um gole de sua coca-cola.
-Eer, eu quero participar do clube do coral. – Disse fazendo ela me olhar.
-Andou bebendo de novo é? – Ela arqueou uma das sobrancelhas.
-Não, só gosto dessas coisas de música, e cantar... – Disse.
-Tanto faz. Hoje tem ensaio à tarde, não falta tá? – Ela disse saindo da mesa e saindo andando pelo refeitório. Devia ser horrível perder a mãe, eu reclamo da minha o tempo todo mas eu não sei o que seria de mim sem a minha mãe. Acho que é por isso que ela é assim, meio fechada e machona, sei lá. Sai da mesa e fui até os dudes, que conversavam com algumas garotas.
-Ae vamos pra sorveteria hoje? A Rebecca e as amigas vão estar. – Danny piscou.
-Por mim fechou. – Harry disse e Tom concordou.
-Não vai rolar. – Disse. – Tenho que ir ao clube do Carol. – Falei baixo pra ninguém ouvir.
-O QUE? Os três falaram juntos.
-Eu estou afim de ganhar a aposta... – Disse colocando as mãos no bolso e sai andando em direção ao clube do coral. Ouvi eles falaram alguma merda, mas tentei fingir que era minha imaginação.
Cheguei no lugar, era tipo um auditório, cadeiras e um palco. As pessoas estavam sentadas espalhadas pelo palco e Kate andandava de um lado para o outro, procurando alguma coisa. Subi no palco e me sentei perto de algumas pessoas, que ficaram me encarando, claro! Eu sou Dougie Poynter! As pessoas olham mesmo.
-Aqui está o CD! – Uma menina entregou o CD para Katarinna que colocou no rádio.
-Beleza. – Ela disse se abaixando e voltando se virando para nós. Ela parou e ficou me olhando, parecia não acreditar que eu estava ali. –Err... Hoje vamos cantar uma dos Beatles ok? Todos juntos. – Ela entregou uma folha para cada um e todos se levantaram, e eu fui obrigado a fazer o mesmo, e então ela soltou a música que começou e logo todos começaram a cantar. Eu também comecei né? Fazer o que. Mas o que me surpreendeu é que era Beatles! E não aqueles caras que cantam ópera ou sei lá o que. E ainda Yellow Submarine! Eu adoro essa música, assim como adoro qualquer uma que seja dos Beatles. Fiquei observando Katarinna que as vezes olhava para mim, para ver se eu cantava junto, sabia que ela não ia resistir ao meu charme. Eu tenho que admitir que não era o horror que eu achei, todos estavam em uma fila, virada para as cadeiras, cantando. Tentei prestar atenção na voz de kate, na fixa dela estava que ela cantava, mas a minha tentativa de saber se ela cantava bem era em vão, já que todos contavam junto e a música também não ajudava.
Logo a música terminou e cantamos mais duas outras e todos ficaram conversando e logo eles foram saindo e o lugar foi esvaziando. Olhei para amanda e ela estava guardando suas coisas dentro da mala em cima do piano.
-Quer ajuda? – Perguntei.
-Não valeu. – Ela disse Colocando a mala nas costas.
-Então até mais Backer. – Disse e sai do lugar. Que legal, agora esse negócio dela não ter mãe ficou na minha cabeça. Mas eu não nosso ter dó dela! Eu sou Dougie Poynter lembra? O cara que não tem dó das estranhas. Só espero que essa garota se coloque no lugar e seja boazinha comigo.
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