SEGUNDO DIA DA APOSTA:
-Quem for terminando a prova, me entregue e saia da sala por favor. – A professora de literatura disse e todos começaram a fazer a prova. Odeio literatura, odeio literatura, odeio literatura! Aquela prova estava muito difícil e chata, odeio literatura! Depois de um tempo, as pessoas começaram a sair e entregar a prova. Os únicos que tinham entregado era Danny, Harry e Tom e mais um cara que eu não faço idéia quem seja. Me levantei e segui até a mesa da professora e entreguei as três folhas que formavam a prova.
-Obrigada Poynter. – A professora sorriu e eu sorri de volta. Sai da sala e segui pelos corredores até o pátio onde os dudes estavam sentados em uma mesa conversando.
-Fala pegador! Quero dizer, Poynter. – Harry sorriu quando me viu aproximar.
-E ae dudes. – Sorri e me sentei também.
-E como vai à aposta em? – Tom sorriu. Ele sempre tem que me lembrar disso né?
-Na mesma. – Disse dando de ombros.
-Já conseguiu chamar a garota pra sair em? – Danny perguntou.
-Nop. – Disse colocando um salgadinho na boca.
-HOHO então você era o pegador, né? – Harry riu.
-Ah vai se ferrar! Ela é difícil poxa! – Disse e eles riram. Me sentei e logo avistei a estranha, digo Katarinna passando correndo até um corredor vazio. Me levantei e sai correndo atrás dela.
-Katarinna! Katarinna! – Gritei atrás dela. Ela se virou e se encostou na parede.
-O que você quer Poynter? – Ela perguntou.
-Nada, eer, está tudo bem? – Perguntei e ela engoliu seco.
-É claro porque não estaria? – Ela sorriu. Sorriu? Ela nunca sorri para mim. Achei estranho ela estar encostada na parede com as mãos para trás segurando alguma coisa.
-Não sei. – Disse. – Quer ajuda com isso, ai atrás? – Perguntei seja lá o que for aquilo que ela escondia.
-Não obrigada, agora eu tenho que ir. – Ela disse passando por mim e saiu andando. E eu claro, fui atrás dela.
-Onde você está indo? – Perguntei seguindo Katarinna pelo corredor.
-Não te interessa Poynter. – Ela disse caminhando até o banheiro masculino onde os jogadores de futebol idiotas ficavam.
-Ô Katarinna, não acha que é meio estranho você entrar no banheiro masculino assim... – Ok ela podia querer ser um garoto, mas entrar no banheiro masculino é apelar!
-Eu não vou entrar ameba! – Ela disse. Ameba? Ninguém nunca me chamou de Ameba! Quem ela pensa que é em? – Eu vou jogar isso aqui! – Ela mostrou o que tinha na mão, uma bombinha daquelas de cheiro sabe? Abriu a porta do banheiro e jogou o troso lá dentro. Contou cinco segundos com a mão e saiu correndo. Eu claro, fiquei lá parado sem entender muito.
-Vem seu nubi! – Ela voltou e me puxou pela mão. Nós dois saímos correndo e logo ela me puxou novamente para dentro de uma fresta entre um armário e outro e fez sinal para que a gente ficasse quietos. Depois de alguns segundos ouvimos os caras que antes estavam no banheiro saírem correndo reclamando.
-PORRA QUE CHEIRO RUIM! – Um deles gritou saindo correndo.
-Quem tacou isso aqui! – O outro gritou. Logo os garotos correram também e o corredor ficou vazio. katarinna saiu primeiro rindo muito e logo eu sai também. Nunca tinha ficado tão perto dela.
-Porque você fez isso? – Perguntei rindo. Ok eu podia ser popular, mas tinha algumas brigas com uns caras do time de futebol.
-Por quê? Porque eu odeio esses ogros do futebol. – Ela disse se encostando na parede e rindo ainda.
-Você sempre faz isso né? – Perguntei ficando em frente a ela.
-Por quê?
-Ah, porque você sempre vai pra diretoria e taus... – Disse.
-Anda me espionando é Poynter? – ela cruzou os braços e arqueou a sobrancelha.
-N-não! – Disse gaguejando. Ok eu estava sim, mas só porque é uma aposta.
-Tanto faz. Odeio esses caras, eles acham que podem tudo e podem ter todos. E ainda por cima são bombados demais. Me irritam. – Ela deu de ombros. Encostada na parede, ela foi escorregando até se sentar ainda encostada na parede. Eu fiquei ao lado dela e fiz o mesmo.
–Por quê? Você é amiguinho deles? – ela perguntou.
-Não, eu também não gosto deles. – Eu não gosto mesmo desses caras e acho que não temos nada em comum, mais o que ela tinha acabado de dizer, realmente mexeu comigo. Ela me descreveu, tirando os músculos.
-Que bom. – Ela disse.
-Olha se me permite dizer, eu sou quase igual a eles e você nunca fez nada pra mim e nem para os meus amigos. – Disse.
-Eu não fiz, porque minhas amigas gostam dos seus amigos. – Ela disse na cara de pau mesmo. Nossa ela tem amigas é? Achei que não tinha.
-Hm... – Soltei sem saber o que falar.
-Agora posso perguntar uma coisa? – Ela disse sem olhar para mim, encarando os armários em nossa frente.
-Aham. – disse.
-Porque você está falando comigo Poynter? – Ela perguntou ainda sem me olhar. Quer mesmo saber? Acho que não.
-Eer, eu preciso de um motivo para falar como você? As pessoas precisam de motivos para falar com as outras?
-Na verdade sim. Principalmente quando as pessoas são você e eu. – Ela disse.
-Bom, eu acho você legal, engraçada, inteligente, diferente só isso, e não me chame de Poynter, me chame de dougie. – Disse fazendo ela rir. Ótimo, ela não tinha engolido aquela. Eu a elogiando? Aham, senta lá! Mas talvez eu estivesse afim de dar uma chance para ela. Nunca tinha visto Kate em baladas ou festas, puds ou em encontros na sorveteria. Ela devia ser mesmo solitária, não devia fazer nada o dia inteiro, passava os dias sentada no sofá da sala, vendo filmes depressivos. Achei estranho ela falar que tem amigas...
-Hey, não precisa ser legal comigo tá? Ninguém nunca é! – Ela disse arregaçando as mangas do blusão da escola. Também né? Quem é legal com meninas que jogam bombas no banheiro alheio? Enfim...
-Não é assim kate... – Disse. Ela deu uma risada breve. – As vezes os problemas somos nós sabe...
-Nós? É essa vida de merda! – Ela disse de um jeito meio revoltado, um jeito Katarinna mesmo. Eu sabia porque ela falava daquele jeito, perder a mãe não deve ser nada fácil.
-Por que você pensa isso? – Porque ela tinha perdido a mãe? Ela não sabia que eu sabia disso, queria ver se ela confiava em mim. Não que eu esteja gostando de conversas com ela ou de ser amigo dela, é apenas uma aposto idiota.
-Não estou a fim de falar sobre isso Poynter... – Ela disse se levantando rapidamente. Eu fiz o mesmo. Ela podia confiar em mim, ela tinha que confiar em alguém...
-Dougie. – Corrigi. – E pode contar. – Eu a segurei pela mão a impedindo de andar. Acho que pela primeira vez, Katarinna olhou para mim. Seus olhos eram verdes! Eu nunca tinha reparado naquilo. Era raro eu ver pessoas com olhos verdes, são sempre azuis ou mel, mas verdes? Eles eram lindos. E ela parecia meio tensa. E olha só! Eu também estava! – Pode confiar em mim...
Ela deu um longo suspirou e tirou suas mãos sobre as minhas, as colocando no bolso.
-Quando eu tinha 10 anos, minha mãe morreu. Já fazia algum tempo que ela e meu pai estavam pensando em divórcio, mas ela ficou gravida do meu irmão mais novo e achamos que não iria mais acontecer. Meu pai ainda queria, mas então em um dia, ela sumiu. Ela pegou o carro e foi viajar, espairecer, eu não sei direito... Não voltou mais e meu pai ficou super preocupado e tudo mais, chamou policia e descobrimos que ela tinha morrido. Uma batida vez ela capotar o carro pelo barranco e parar na praia. O carro pegou fogo e ela morreu carborizada. - Ela engoliu seco.
-Eer, eu não sabia disso... – Mentira! – Sinto muito. – Disse abaixando a cabeça. Ela se sentou novamente e abraçou os joelhos.
-Tudo bem Poynter, ninguém liga para a vida de uma revoltada idiota. – Ela disse dando um longo suspiro e encostando a cabeça na parede. – Idai que ela não tem uma mãe? Com tanto que eu tenha a minha... Ela vai continuar a estranha idiota do mesmo jeito. – Ela disse de olhos fechados. Ah qual é! O pessoal não era assim! Ok, eles eram. Eu fui assim, mas poxa, não sabia que a garota não tinha uma mamãe!
-Eer, Katarinna... você... Você confiar em mim tá? - disse e sorri, esperando que agora ela aceitasse a minha amizade mas... nada. Ela apenas sorriu, e eu tomei como um sim, ou quem sabe um talvez.
+ Is there anybody going to listen to my story, all about the girl who came to stay? She´s the kind of girl you want so much, it makes you sorry, still you don´t regret a single day - The Beatles
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Capítulo dois. - Primeiro dia da Aposta -
Hoje é quinta-feira, e eu já não gosto muito de quinta-feira, mas ela piora quando eu sei que tenho que dar em cima dá estranha da Backer! Isso acaba mais ainda com a minha quinta-feira. Peguei meu bebê (Lê-se: carro) a minha segunda paixão, já que a primeira é mulher e fui pra escola. Estacionei em uma das vagas e quando sai do carro pegando minha mala, vi a garota que eu deveria dar em cima chegar em uma moto, estaciona-la e pegar e descer dela.
-Bom dia Kate. – Fui logo sendo simpático.
-Bom dia? Porque? – Ela disse tirando o capacete e colocando na moto. Ela era mesmo um doce de pessoa meu Deus! Eu que devia estar de mau humor! Tinha que olhar pra cara dela. ECA!
-Dormiu bem? –Perguntei.
-é, dormi sim. – Ela sorriu. Pelo menos alguém né!
-Que bom! – Sorri.
-Ain merda! Eu tenho que achar alguém pro clube do coral. – Ela disse coçando a cabeça.
-Ham? – Franzi a testa.
-É nada. Bob ficou doente, não tenho um substituto para ele. – A vi guardar o celular no bolso.
-Bom, eu posso entrar pro clube. – Sorri. Ela me olhou com uma das sobrancelhas arqueadas e riu sarcástica.
-Você? Em um clube do coral! Eu aposto que não consegue cantar nem atirei o pau no gato. – Katarinna riu. Ah não! Chega de apostas.
-Bom, eu posso tentar... – Disse dando de ombros.
-Faça o que quiser, mas não se esqueça que tem que ir a todas as reuniões e ensaios... – Disse e saiu andando. – SÓBRIO! – completou, me fazendo rir sozinho. Segui para sala e quando cheguei avistei Harry, Danny e Tom sentados no fundo da sala rindo.
-POYNTER! Meu cara Poynter. – Tom me cumprimentou.
-Hey dudes. – Sorri e me sentei.
-E como vai com a estranha rebelde? – Danny perguntou.
-O que você acha? – Na mesma hora vi ela entrar e se sentar em uma das cadeiras, jogando sua mala no canto.
-Hum, então ela é difícil é? – Harry riu. – Se fudeu Poynter! – Os três riram. HAHA engraçado.
-Bom, pra você tentar se aproximar dela, tem que conhecer mais a garota sabe? A gente podia ler a fixa dela na hora do intervalo, o que acha? – Danny sugeriu.
-É, até que é uma boa idéia. Vindo de você né Danny... – Disse recebendo um pedala. Logo o professor de química chegou e ele passou alguns exercícios chatos e fomos fazendo, em quanto o tempo passava. Depois de três aulas, o sinal do intervalo tocou e seguimos para os armários com os documentos.
-Katarinna Backer, Katarinna Backer, Kurt… Katrinna… Katarinna! Achei! – Danny disse e nós três corremos até ele que começou a ler a ficha da garota. – Katarina Backer, nasceu no dia 25 de outubro, tem 15 anos, mora com o pai e com dois irmãos. Sua mãe morreu quando a garota tinha dez anos.
-Nossa disso eu não sabia... – Disse meio sem graça. Devia ser horrível não ter mãe.
-continuando... Luta Box, anda de skate, surfa, joga futebol, participa do clube do coral, e canta. Já ganhou duas lutas de Box, três campeonatos de skate, o mundial de surf de 2008, dois campeonatos de futebol e participou do concurso de musica, mas acabou ficando doente e não pode terminar. Já passou pela diretoria várias vezes, faz trabalhos voluntários, e ainda toca bateria e guitarra. – Danny leu tudo bem rápido. –UOU. – e disse por fim.
-Casete a vida dessa menina nem é corrida né? Credo! – Tom reclamou. – Mas está ai o que você precisa saber da sua musa! – Ele disse rindo.
-Ah dude cala a boca! – Disse saindo da sala. Fomos para o refeitório, onde nos sentamos na mesa de sempre e começamos comer, eu estava morto de fome. Logo que terminei avistei Katarinna se sentando em uma das mesas com o fone de ouvido e comendo um pacote de salgadinho e tomando coca-cola. Nenhuma garota daqui come isso! Ela é normal mesmo? Me levantei, e fui até lá.
-Hey. – Disse me sentando na mesa.
-Oi Poynter. – Ela disse enfiando salgadinhos na boca e tomando um gole de sua coca-cola.
-Eer, eu quero participar do clube do coral. – Disse fazendo ela me olhar.
-Andou bebendo de novo é? – Ela arqueou uma das sobrancelhas.
-Não, só gosto dessas coisas de música, e cantar... – Disse.
-Tanto faz. Hoje tem ensaio à tarde, não falta tá? – Ela disse saindo da mesa e saindo andando pelo refeitório. Devia ser horrível perder a mãe, eu reclamo da minha o tempo todo mas eu não sei o que seria de mim sem a minha mãe. Acho que é por isso que ela é assim, meio fechada e machona, sei lá. Sai da mesa e fui até os dudes, que conversavam com algumas garotas.
-Ae vamos pra sorveteria hoje? A Rebecca e as amigas vão estar. – Danny piscou.
-Por mim fechou. – Harry disse e Tom concordou.
-Não vai rolar. – Disse. – Tenho que ir ao clube do Carol. – Falei baixo pra ninguém ouvir.
-O QUE? Os três falaram juntos.
-Eu estou afim de ganhar a aposta... – Disse colocando as mãos no bolso e sai andando em direção ao clube do coral. Ouvi eles falaram alguma merda, mas tentei fingir que era minha imaginação.
Cheguei no lugar, era tipo um auditório, cadeiras e um palco. As pessoas estavam sentadas espalhadas pelo palco e Kate andandava de um lado para o outro, procurando alguma coisa. Subi no palco e me sentei perto de algumas pessoas, que ficaram me encarando, claro! Eu sou Dougie Poynter! As pessoas olham mesmo.
-Aqui está o CD! – Uma menina entregou o CD para Katarinna que colocou no rádio.
-Beleza. – Ela disse se abaixando e voltando se virando para nós. Ela parou e ficou me olhando, parecia não acreditar que eu estava ali. –Err... Hoje vamos cantar uma dos Beatles ok? Todos juntos. – Ela entregou uma folha para cada um e todos se levantaram, e eu fui obrigado a fazer o mesmo, e então ela soltou a música que começou e logo todos começaram a cantar. Eu também comecei né? Fazer o que. Mas o que me surpreendeu é que era Beatles! E não aqueles caras que cantam ópera ou sei lá o que. E ainda Yellow Submarine! Eu adoro essa música, assim como adoro qualquer uma que seja dos Beatles. Fiquei observando Katarinna que as vezes olhava para mim, para ver se eu cantava junto, sabia que ela não ia resistir ao meu charme. Eu tenho que admitir que não era o horror que eu achei, todos estavam em uma fila, virada para as cadeiras, cantando. Tentei prestar atenção na voz de kate, na fixa dela estava que ela cantava, mas a minha tentativa de saber se ela cantava bem era em vão, já que todos contavam junto e a música também não ajudava.
Logo a música terminou e cantamos mais duas outras e todos ficaram conversando e logo eles foram saindo e o lugar foi esvaziando. Olhei para amanda e ela estava guardando suas coisas dentro da mala em cima do piano.
-Quer ajuda? – Perguntei.
-Não valeu. – Ela disse Colocando a mala nas costas.
-Então até mais Backer. – Disse e sai do lugar. Que legal, agora esse negócio dela não ter mãe ficou na minha cabeça. Mas eu não nosso ter dó dela! Eu sou Dougie Poynter lembra? O cara que não tem dó das estranhas. Só espero que essa garota se coloque no lugar e seja boazinha comigo.
-Bom dia Kate. – Fui logo sendo simpático.
-Bom dia? Porque? – Ela disse tirando o capacete e colocando na moto. Ela era mesmo um doce de pessoa meu Deus! Eu que devia estar de mau humor! Tinha que olhar pra cara dela. ECA!
-Dormiu bem? –Perguntei.
-é, dormi sim. – Ela sorriu. Pelo menos alguém né!
-Que bom! – Sorri.
-Ain merda! Eu tenho que achar alguém pro clube do coral. – Ela disse coçando a cabeça.
-Ham? – Franzi a testa.
-É nada. Bob ficou doente, não tenho um substituto para ele. – A vi guardar o celular no bolso.
-Bom, eu posso entrar pro clube. – Sorri. Ela me olhou com uma das sobrancelhas arqueadas e riu sarcástica.
-Você? Em um clube do coral! Eu aposto que não consegue cantar nem atirei o pau no gato. – Katarinna riu. Ah não! Chega de apostas.
-Bom, eu posso tentar... – Disse dando de ombros.
-Faça o que quiser, mas não se esqueça que tem que ir a todas as reuniões e ensaios... – Disse e saiu andando. – SÓBRIO! – completou, me fazendo rir sozinho. Segui para sala e quando cheguei avistei Harry, Danny e Tom sentados no fundo da sala rindo.
-POYNTER! Meu cara Poynter. – Tom me cumprimentou.
-Hey dudes. – Sorri e me sentei.
-E como vai com a estranha rebelde? – Danny perguntou.
-O que você acha? – Na mesma hora vi ela entrar e se sentar em uma das cadeiras, jogando sua mala no canto.
-Hum, então ela é difícil é? – Harry riu. – Se fudeu Poynter! – Os três riram. HAHA engraçado.
-Bom, pra você tentar se aproximar dela, tem que conhecer mais a garota sabe? A gente podia ler a fixa dela na hora do intervalo, o que acha? – Danny sugeriu.
-É, até que é uma boa idéia. Vindo de você né Danny... – Disse recebendo um pedala. Logo o professor de química chegou e ele passou alguns exercícios chatos e fomos fazendo, em quanto o tempo passava. Depois de três aulas, o sinal do intervalo tocou e seguimos para os armários com os documentos.
-Katarinna Backer, Katarinna Backer, Kurt… Katrinna… Katarinna! Achei! – Danny disse e nós três corremos até ele que começou a ler a ficha da garota. – Katarina Backer, nasceu no dia 25 de outubro, tem 15 anos, mora com o pai e com dois irmãos. Sua mãe morreu quando a garota tinha dez anos.
-Nossa disso eu não sabia... – Disse meio sem graça. Devia ser horrível não ter mãe.
-continuando... Luta Box, anda de skate, surfa, joga futebol, participa do clube do coral, e canta. Já ganhou duas lutas de Box, três campeonatos de skate, o mundial de surf de 2008, dois campeonatos de futebol e participou do concurso de musica, mas acabou ficando doente e não pode terminar. Já passou pela diretoria várias vezes, faz trabalhos voluntários, e ainda toca bateria e guitarra. – Danny leu tudo bem rápido. –UOU. – e disse por fim.
-Casete a vida dessa menina nem é corrida né? Credo! – Tom reclamou. – Mas está ai o que você precisa saber da sua musa! – Ele disse rindo.
-Ah dude cala a boca! – Disse saindo da sala. Fomos para o refeitório, onde nos sentamos na mesa de sempre e começamos comer, eu estava morto de fome. Logo que terminei avistei Katarinna se sentando em uma das mesas com o fone de ouvido e comendo um pacote de salgadinho e tomando coca-cola. Nenhuma garota daqui come isso! Ela é normal mesmo? Me levantei, e fui até lá.
-Hey. – Disse me sentando na mesa.
-Oi Poynter. – Ela disse enfiando salgadinhos na boca e tomando um gole de sua coca-cola.
-Eer, eu quero participar do clube do coral. – Disse fazendo ela me olhar.
-Andou bebendo de novo é? – Ela arqueou uma das sobrancelhas.
-Não, só gosto dessas coisas de música, e cantar... – Disse.
-Tanto faz. Hoje tem ensaio à tarde, não falta tá? – Ela disse saindo da mesa e saindo andando pelo refeitório. Devia ser horrível perder a mãe, eu reclamo da minha o tempo todo mas eu não sei o que seria de mim sem a minha mãe. Acho que é por isso que ela é assim, meio fechada e machona, sei lá. Sai da mesa e fui até os dudes, que conversavam com algumas garotas.
-Ae vamos pra sorveteria hoje? A Rebecca e as amigas vão estar. – Danny piscou.
-Por mim fechou. – Harry disse e Tom concordou.
-Não vai rolar. – Disse. – Tenho que ir ao clube do Carol. – Falei baixo pra ninguém ouvir.
-O QUE? Os três falaram juntos.
-Eu estou afim de ganhar a aposta... – Disse colocando as mãos no bolso e sai andando em direção ao clube do coral. Ouvi eles falaram alguma merda, mas tentei fingir que era minha imaginação.
Cheguei no lugar, era tipo um auditório, cadeiras e um palco. As pessoas estavam sentadas espalhadas pelo palco e Kate andandava de um lado para o outro, procurando alguma coisa. Subi no palco e me sentei perto de algumas pessoas, que ficaram me encarando, claro! Eu sou Dougie Poynter! As pessoas olham mesmo.
-Aqui está o CD! – Uma menina entregou o CD para Katarinna que colocou no rádio.
-Beleza. – Ela disse se abaixando e voltando se virando para nós. Ela parou e ficou me olhando, parecia não acreditar que eu estava ali. –Err... Hoje vamos cantar uma dos Beatles ok? Todos juntos. – Ela entregou uma folha para cada um e todos se levantaram, e eu fui obrigado a fazer o mesmo, e então ela soltou a música que começou e logo todos começaram a cantar. Eu também comecei né? Fazer o que. Mas o que me surpreendeu é que era Beatles! E não aqueles caras que cantam ópera ou sei lá o que. E ainda Yellow Submarine! Eu adoro essa música, assim como adoro qualquer uma que seja dos Beatles. Fiquei observando Katarinna que as vezes olhava para mim, para ver se eu cantava junto, sabia que ela não ia resistir ao meu charme. Eu tenho que admitir que não era o horror que eu achei, todos estavam em uma fila, virada para as cadeiras, cantando. Tentei prestar atenção na voz de kate, na fixa dela estava que ela cantava, mas a minha tentativa de saber se ela cantava bem era em vão, já que todos contavam junto e a música também não ajudava.
Logo a música terminou e cantamos mais duas outras e todos ficaram conversando e logo eles foram saindo e o lugar foi esvaziando. Olhei para amanda e ela estava guardando suas coisas dentro da mala em cima do piano.
-Quer ajuda? – Perguntei.
-Não valeu. – Ela disse Colocando a mala nas costas.
-Então até mais Backer. – Disse e sai do lugar. Que legal, agora esse negócio dela não ter mãe ficou na minha cabeça. Mas eu não nosso ter dó dela! Eu sou Dougie Poynter lembra? O cara que não tem dó das estranhas. Só espero que essa garota se coloque no lugar e seja boazinha comigo.
Capítulo um.
Era mais um belo dia no colégio St. Lucius. Garotas gostosas, andando com suas micro saias e seus micro shorts, sorrindo e fazendo pose para nós, meros mortais. Eu sou Dougie Poynter, um cara gostoso de 16 anos e desejado do colégio. Eu não me acho, eu apenas sou. As meninas dariam tudo para ficarem comigo e isso é um fato. Não que eu me canse de ser assim sabe? Mas as vezes essa vida é dura pra mim... Ter tudo que eu quero e um pouco mais, e claro que isso é privilégio para só alguns gostoões. E felizmente eu estou no meio deles. Como eu gosto de ser eu!
-Olha aquela ali! Meu deus! Se não usasse calcinha eu enxergaria o útero dela! – Harry disse olhando as lideres de torcidas.
-Eca que nojo Harry! – Danny disse dando um pedala nele. – O que deu em você hoje em Judd? Está atacado!
-A questão não é o que meu deu hoje e sem quem me deu no final de semana. – Ele disse sorrindo maroto e se espreguiçando. Os três olhamos pare ele rapidamente com os olhos arregalados.
-Como assim Judd? Explica isso direito pra gente now! – Tom disse curioso.
-Ok, eu sai com a Rebecca e... Ela liberou geral. – Ele piscou.
-Esse liberou geral é tipo, você levou a Rebecca pra cama? – Danny perguntou e a única coisa que Harry fez foi abrir um enorme sorriso malicioso e concordar com a cabeça. Nós três ainda olhávamos para ele com cara de espanto.
-Esse é meu garoto! – Tom gritou batendo as mãos com Harry.
-Agora só falta o Poynter em? – Danny olhou pra mim sorrindo.
-Fala sério, só falto eu porque eu quero e vocês sabem disso. – Disse dando de ombros e olhando algumas garotas que corriam perto da gente e sorriam.
-A é? Então você é o pegador do colégio, é Poynter? – Harry riu.
-Sou sim. E vocês sabem muito bem disso. – Disse e pisquei. – Qualquer garota dessa escola faria qualquer coisa pra tocar nas minhas roupas apenas.
-Você é bem modesto meu caro Poynter, e já que é assim, toparia uma aposta certo? – Danny sorriu maroto. Lá vem merda!
-É claro meu caro Jones, manda ae. – Sorri.
-Ok, eu aposto que você não consegue ficar com uma menina durante um mês e levá-la pra cama! – Ele disse.
-Ok, está apostado. – Sorri me jogando pra trás um pouco. Seria fácil isso, como eu já disse eu sou Dougie Poynter! Estava na cara que eu ia ganhar.
-Está apostado. – Sorri. – E se eu perder o que acontece? – Perguntei só pra ver o que eles teriam que fazer.
-Ok, se você perder, terá que cantar uma música super romântica pra ela, com um violão. – Tom sorriu.
-Só isso? Que merda!
-Só com o violão! Sem camiseta, sem calça, sem cueca! Só o violão. – Ele completou. Ah tava demorando né?
-Ok, eu aceito, e se eu ganhar?
-Você escolhe o que quiser Poynter. O que quiser. – Ele disse seguro. Aquilo estava melhor do que eu imaginava!
-Fechado. Agora é só escolher a vitima... – Disse olhando em volta. Como só tinham garotas gostosas por ali, eles escolheriam alguém de alto nível. Então podia ficar sossegado, ganharia aquela aposta idiota.
-Que tal a Clarisse? – Tom disse apontando para uma garota que trazia em uma das mãos um saco com bolas de futebol e na outra mão tentava equilibrar algumas garrafas de água. Eu congelei na hora que vi a tribufu! Usava aparelhos, uma saia no calcanhar, uma camiseta estranha de flores deformadas com um boné torto com o símbolo do time de futebol feminino, óculos maiores que a cara dela e um tênis estranho com meias de ursinho e toda colorida.
-AH qual é! Vocês estão brincando né? Aquela coisa ali né a gente! – Eu disse mais assustado que qualquer coisa.
-O Poynter! Você aceitou, não pode ficar escolhendo quem vai ser a sortuda. – Harry disse.
-Porra! Mais o que vão falar de mim em? Eu sou popular, não podem colocar essas coisas assim na minha vida. – Disse.
-Ok, a Clarisse é mesmo apelação, eu concordo com ele! – Danny disse.
-Obrigado Danny! – Sorri satisfeito. Então eles voltaram a analisar o campo onde agora algumas meninas chegavam e começaram a jogar futebol.
-Então que tal a Katarinna Backer em? – Danny disse apontando pra garota. Ela usava um shorts e uma camiseta do tipo de futebol feminino, uma chuteira e tinha os cabelos presos, corriam atrás da bola em quanto saia esbarrando em algumas meninas com violência.
-AH NÃO! Katarinna Backer? FALA SÉRIO! Ela parece mais um menino, vive brigando e indo pra diretoria, e nem tem curvas! Fala sério! E o cabelo dela? É cor de salsicha! Ela nem popular é! Ela joga futebol e basebol! E ainda faz Box! Qual é gente isso é muita brexa! – Disse sem concordar.
-Sinto muito Poynter, mas a nossa ultima escolha é ela. Ou se não a Clarisse mesmo. – Fiquei olhando de Katarinna para Clarisse, de Clarisse para Katarinna. É, não tinha muitas opções mesmo. Suspirei fundo.
-tudo bem, eu aceito a Backer. – Eu estava ficando louco é?
-Certo, aposta feita? – Danny estendeu a mão, olhei para ele, olhei para a garota e olhei para a mão dele e depois apertei concordando com um sorriso amarelo. Eu tinha inalado gás de isqueiro? Só pode ser! Tinha acabado de aceitar passar o pior mês da minha vida! Respirei fundo e tentei fingir que aquilo era apenas um pesadelo tolo. Ficamos assistindo o jogo feminino, porém eu não estava com a mínima vontade, ficava pensando em como seria terrível ter que aturar aquela garota, durante um mês e ainda por cima, ter que ir pra cama com ela! O jogo acabou e os três me olharam.
-O que? – Falei encarando eles feio.
-Vai falar com ela! Você acha que pode ficar perdendo tempo? – Tom disse apontando para a garota que ia para o vestiário.
-Fala sério! – Revirei os olhos. – Eu to bem aqui. – cruzei os braços.
-Vai logo garoto! – Eles me empurraram me forçando ir. Eu bufei e sai andando. Descei a arquibancada e segui até o vestiário, sentei em uns banquinhos que tinha por ali e fiquei esperando a garota sair de lá de dentro.
-A gente se fala depois! – Vi ela saindo e falando com algumas meninas que seguiram para o outro lado, ela passou por mim sem nem me olhar sentou em uma mesa e tirou um caderno e um livro de dentro da mala. É eu teria que ir falar com ela. Meu Deus! Eu fui muito mau na minha outra vida mesmo!
-Oi. – Me sentei de frente para ela que demorou um tempo para me olhar. Ela lançou um olhar para mim e voltou a olhar para o caderno. Ela vai me deixar falando sozinho? – Eer, tudo bem?
-Olha tá aqui o dinheiro do lanche! – Disse colocando uma nota de dez em cima da mesa. Olhei aquilo e arqueei a sobrancelha. Então eu também já roubei o dinheiro do lanche dela na terceira série?
-Eu não quero o dinheiro do lanche. – Ri devolvendo o dinheiro. Ela ficou me encarando.
-Então o que quer? Lição? Desculpa mas se você não está percebendo eu estou começando a minha agora. – Piscou e voltou a fazer a lição. Quem ela acha que é pra falar assim comigo?
-Eu não quero lição! Eu quero conversar oras. – Disse sorrindo. Caralho o que eu não faço para não ficar pelado e cantar pra essa estranha em?
-Desculpa, mas quem é você mesmo? – Ela perguntou franzindo a testa. O QUE? COMO ASSIM, QUEM SOU EU? Quem é ELA pra falar assim comigo! Garota idiota!
-Eu? Sou Dougie Poynter. – Disse. Ela parecia pensar, ou tentar lembrar de mim, o que me deixou ainda mais puto.
-Ah sim! O cara da minha sala. Eu acho que é você... Porque tem um sei lá o que Poynter na minha sala. – Ah não ela tá começando a me irritar!
-Isso mesmo, eu estou na sua sala. – Infelizmente! Tenho que te olhar todos os dias!
-Atá, entendi. – Ela disse e voltou a escrever.
-Então, tá afim de ir tomar um sorvete? – Perguntei e vi ela revirar os olhos.
-Qual é garoto! Ta trabalhando para alguma instituição de caridade é? – Ela perguntou cruzando os braços.
-N-Não! Porque eu estaria trabalhando?
-Porque garotos igual a você... – Ela olhou pra mim com desdém – não falam com garotas como eu, a não ser para rirem ou encherem o saco. – Ela disse. Eu estava vendo que aquilo seria mais difícil que eu imaginava.
-Olha eu só queria que você se divertisse um pouco! – Disse tentando manter a calma.
-E quem disse que eu não me divirto em Poynter? – Ela cruzou os braços.
-Ir para clubes feministas não é se divertir ok? – Disse sorrindo. – Vamos até a sorveteria, a galera se encontra todo dia lá, vai ser legal!
-Escuta garoto, eu não sei de que buraco você saiu, e por que você tá fazendo isso.Mas eu já disse NÃO e é NÃO! Você não sabe nada da minha vida e já quer vir dizendo o que eu faço?Quem você pensa que é? O John Lennon?
Ela estava falando comigo? É isso, comigo? Não acreditei que ela pudesse mesmo estar falando comigo, que absurdo um negócio desses, ela estava gritando comigo? Eu não podia berrar com ela, eu tinha que ser simpático...
-Hey! Calma ai garota! Eu só queria que você fosse comigo até lá, ver a galera e pá!
-Obrigada, mas eu não to afim nem de ir na sorveteria, nem de ver a galera e pá muito menos ir com você. – Ela sorriu sarcástica, pegou suas coisas e saiu andando arrumando o caderno e o livro em sua mão. Espera. Eu ouvi bem, ou meus ouvidos estão me enganando? Ela...esse ser estava me dando um fora? Como assim? Ela? Era pra ser ao contrário tá legal? Eu estava tendo o maior trabalho de convidá-la e ela dizia aquilo como se eu fosse um pedaço de lixo podre? Eu fiquei em pé e fui atrás dela.Agora ela feriu meu orgulho,cara.
-Hey! Você tem algo contra mim? - Eu perguntei.
-Me dá um minuto pra pensar? – Ela disse fazendo uma pausa. – Aham! – Respondeu segura sem para de andar. – Vai chamar uma das lideres de torcidas loiras vai! - Olha eu juro que se não fosse essa porcaria de aposta eu nunca ia ter falado com você estranha!
-Mas eu quero ir até a sorveteria com você! Elas não comem doces! – Disse, achando que agora ela resistiria ao charme Poynter, mas aquilo só fez a infeliz dar risada.
Qual é eu tenho cara de palhaço! Não dá pra ela aceitar ir até a porcaria da sorveteria comigo? QUE SACO!
-Olha Poynter, o pessoal que você anda, não é o que eu ando tá? E você... – Ela me olhou de cima a baixo. – Deixa pra lá, não vai rolar! – Ela disse saindo andando. Ah que merda! Essa garota é mais chata do que qualquer coisa!
-Katarinna! Por favor, vai até a sorveteria comigo! Eu prometo que é só um sorvete! – Disse numa tentativa que sabia que iria ser em vão. Porém, a estranha parou e se virou.
-Poynter, se você quer tanto ir comigo, prove. – Ela disse. O que? Ela ficou doida é? Bateu a cabeça no saco de batata? Que saco!
-Provar? Provar o que?
-Provar que você não está fazendo mais uma de suas brincadeirinhas idiotas Poynter!
-Mas o que você quer que eu faça em? Como quer que eu prove?
-Não sei! Só prove. – Ela revirou os olhos.
-E se eu provar, você vai mesmo? Vai até a sorveteria comigo? – Perguntei.
-Sim eu dou a minha palavra que eu vou até a sorveteria ver a sua galera. – Ela disse tentando me imitar. Patética. – Porque diferente de muitos, eu cumpro a minha palavra. – Ela sorriu.
-Isso foi uma indireta? – Perguntei franzindo a testa.
-Se a carapuça servir Poynter... – Ela piscou e saiu andando. Isso então tinha sido um fora? Ela Não iria na porcaria da sorveteria comigo mesmo? Bufei e voltei para a arquibancada onde os dudes estavam.
-HAHA, o pegador levou um fora da Backer é? – Danny disse rindo.
-Não Caro Jones, foi um pé na bunda mesmo! – Harry disse rindo, e fazendo os outros rirem também, menos eu.
-Não esquece Poynter, um mês! E no fim dele, terá que levar ela pro baile da escola ok? – Tom piscou.
-PERA AI! VOCÊ NÃO DISSE NADA DE BAILE! – Quase berrei quando ouvi a palavra baile.
-Disse sim, mas você estava ocupado demais pra perceber isso. – Nota Mental: arranjar amigos novos. Suspirei e sentei ao lado dele. – 30 dias meu caro amigo, 30 dias! Se não, rá! Terá showzinho aqui. – ele riu. Mas eles não iam conseguir me intimidar, eu sou Dougie Poynter, nenhuma Katarinna Backer vai me derrubar, segurem-se amigos!
-Olha aquela ali! Meu deus! Se não usasse calcinha eu enxergaria o útero dela! – Harry disse olhando as lideres de torcidas.
-Eca que nojo Harry! – Danny disse dando um pedala nele. – O que deu em você hoje em Judd? Está atacado!
-A questão não é o que meu deu hoje e sem quem me deu no final de semana. – Ele disse sorrindo maroto e se espreguiçando. Os três olhamos pare ele rapidamente com os olhos arregalados.
-Como assim Judd? Explica isso direito pra gente now! – Tom disse curioso.
-Ok, eu sai com a Rebecca e... Ela liberou geral. – Ele piscou.
-Esse liberou geral é tipo, você levou a Rebecca pra cama? – Danny perguntou e a única coisa que Harry fez foi abrir um enorme sorriso malicioso e concordar com a cabeça. Nós três ainda olhávamos para ele com cara de espanto.
-Esse é meu garoto! – Tom gritou batendo as mãos com Harry.
-Agora só falta o Poynter em? – Danny olhou pra mim sorrindo.
-Fala sério, só falto eu porque eu quero e vocês sabem disso. – Disse dando de ombros e olhando algumas garotas que corriam perto da gente e sorriam.
-A é? Então você é o pegador do colégio, é Poynter? – Harry riu.
-Sou sim. E vocês sabem muito bem disso. – Disse e pisquei. – Qualquer garota dessa escola faria qualquer coisa pra tocar nas minhas roupas apenas.
-Você é bem modesto meu caro Poynter, e já que é assim, toparia uma aposta certo? – Danny sorriu maroto. Lá vem merda!
-É claro meu caro Jones, manda ae. – Sorri.
-Ok, eu aposto que você não consegue ficar com uma menina durante um mês e levá-la pra cama! – Ele disse.
-Ok, está apostado. – Sorri me jogando pra trás um pouco. Seria fácil isso, como eu já disse eu sou Dougie Poynter! Estava na cara que eu ia ganhar.
-Está apostado. – Sorri. – E se eu perder o que acontece? – Perguntei só pra ver o que eles teriam que fazer.
-Ok, se você perder, terá que cantar uma música super romântica pra ela, com um violão. – Tom sorriu.
-Só isso? Que merda!
-Só com o violão! Sem camiseta, sem calça, sem cueca! Só o violão. – Ele completou. Ah tava demorando né?
-Ok, eu aceito, e se eu ganhar?
-Você escolhe o que quiser Poynter. O que quiser. – Ele disse seguro. Aquilo estava melhor do que eu imaginava!
-Fechado. Agora é só escolher a vitima... – Disse olhando em volta. Como só tinham garotas gostosas por ali, eles escolheriam alguém de alto nível. Então podia ficar sossegado, ganharia aquela aposta idiota.
-Que tal a Clarisse? – Tom disse apontando para uma garota que trazia em uma das mãos um saco com bolas de futebol e na outra mão tentava equilibrar algumas garrafas de água. Eu congelei na hora que vi a tribufu! Usava aparelhos, uma saia no calcanhar, uma camiseta estranha de flores deformadas com um boné torto com o símbolo do time de futebol feminino, óculos maiores que a cara dela e um tênis estranho com meias de ursinho e toda colorida.
-AH qual é! Vocês estão brincando né? Aquela coisa ali né a gente! – Eu disse mais assustado que qualquer coisa.
-O Poynter! Você aceitou, não pode ficar escolhendo quem vai ser a sortuda. – Harry disse.
-Porra! Mais o que vão falar de mim em? Eu sou popular, não podem colocar essas coisas assim na minha vida. – Disse.
-Ok, a Clarisse é mesmo apelação, eu concordo com ele! – Danny disse.
-Obrigado Danny! – Sorri satisfeito. Então eles voltaram a analisar o campo onde agora algumas meninas chegavam e começaram a jogar futebol.
-Então que tal a Katarinna Backer em? – Danny disse apontando pra garota. Ela usava um shorts e uma camiseta do tipo de futebol feminino, uma chuteira e tinha os cabelos presos, corriam atrás da bola em quanto saia esbarrando em algumas meninas com violência.
-AH NÃO! Katarinna Backer? FALA SÉRIO! Ela parece mais um menino, vive brigando e indo pra diretoria, e nem tem curvas! Fala sério! E o cabelo dela? É cor de salsicha! Ela nem popular é! Ela joga futebol e basebol! E ainda faz Box! Qual é gente isso é muita brexa! – Disse sem concordar.
-Sinto muito Poynter, mas a nossa ultima escolha é ela. Ou se não a Clarisse mesmo. – Fiquei olhando de Katarinna para Clarisse, de Clarisse para Katarinna. É, não tinha muitas opções mesmo. Suspirei fundo.
-tudo bem, eu aceito a Backer. – Eu estava ficando louco é?
-Certo, aposta feita? – Danny estendeu a mão, olhei para ele, olhei para a garota e olhei para a mão dele e depois apertei concordando com um sorriso amarelo. Eu tinha inalado gás de isqueiro? Só pode ser! Tinha acabado de aceitar passar o pior mês da minha vida! Respirei fundo e tentei fingir que aquilo era apenas um pesadelo tolo. Ficamos assistindo o jogo feminino, porém eu não estava com a mínima vontade, ficava pensando em como seria terrível ter que aturar aquela garota, durante um mês e ainda por cima, ter que ir pra cama com ela! O jogo acabou e os três me olharam.
-O que? – Falei encarando eles feio.
-Vai falar com ela! Você acha que pode ficar perdendo tempo? – Tom disse apontando para a garota que ia para o vestiário.
-Fala sério! – Revirei os olhos. – Eu to bem aqui. – cruzei os braços.
-Vai logo garoto! – Eles me empurraram me forçando ir. Eu bufei e sai andando. Descei a arquibancada e segui até o vestiário, sentei em uns banquinhos que tinha por ali e fiquei esperando a garota sair de lá de dentro.
-A gente se fala depois! – Vi ela saindo e falando com algumas meninas que seguiram para o outro lado, ela passou por mim sem nem me olhar sentou em uma mesa e tirou um caderno e um livro de dentro da mala. É eu teria que ir falar com ela. Meu Deus! Eu fui muito mau na minha outra vida mesmo!
-Oi. – Me sentei de frente para ela que demorou um tempo para me olhar. Ela lançou um olhar para mim e voltou a olhar para o caderno. Ela vai me deixar falando sozinho? – Eer, tudo bem?
-Olha tá aqui o dinheiro do lanche! – Disse colocando uma nota de dez em cima da mesa. Olhei aquilo e arqueei a sobrancelha. Então eu também já roubei o dinheiro do lanche dela na terceira série?
-Eu não quero o dinheiro do lanche. – Ri devolvendo o dinheiro. Ela ficou me encarando.
-Então o que quer? Lição? Desculpa mas se você não está percebendo eu estou começando a minha agora. – Piscou e voltou a fazer a lição. Quem ela acha que é pra falar assim comigo?
-Eu não quero lição! Eu quero conversar oras. – Disse sorrindo. Caralho o que eu não faço para não ficar pelado e cantar pra essa estranha em?
-Desculpa, mas quem é você mesmo? – Ela perguntou franzindo a testa. O QUE? COMO ASSIM, QUEM SOU EU? Quem é ELA pra falar assim comigo! Garota idiota!
-Eu? Sou Dougie Poynter. – Disse. Ela parecia pensar, ou tentar lembrar de mim, o que me deixou ainda mais puto.
-Ah sim! O cara da minha sala. Eu acho que é você... Porque tem um sei lá o que Poynter na minha sala. – Ah não ela tá começando a me irritar!
-Isso mesmo, eu estou na sua sala. – Infelizmente! Tenho que te olhar todos os dias!
-Atá, entendi. – Ela disse e voltou a escrever.
-Então, tá afim de ir tomar um sorvete? – Perguntei e vi ela revirar os olhos.
-Qual é garoto! Ta trabalhando para alguma instituição de caridade é? – Ela perguntou cruzando os braços.
-N-Não! Porque eu estaria trabalhando?
-Porque garotos igual a você... – Ela olhou pra mim com desdém – não falam com garotas como eu, a não ser para rirem ou encherem o saco. – Ela disse. Eu estava vendo que aquilo seria mais difícil que eu imaginava.
-Olha eu só queria que você se divertisse um pouco! – Disse tentando manter a calma.
-E quem disse que eu não me divirto em Poynter? – Ela cruzou os braços.
-Ir para clubes feministas não é se divertir ok? – Disse sorrindo. – Vamos até a sorveteria, a galera se encontra todo dia lá, vai ser legal!
-Escuta garoto, eu não sei de que buraco você saiu, e por que você tá fazendo isso.Mas eu já disse NÃO e é NÃO! Você não sabe nada da minha vida e já quer vir dizendo o que eu faço?Quem você pensa que é? O John Lennon?
Ela estava falando comigo? É isso, comigo? Não acreditei que ela pudesse mesmo estar falando comigo, que absurdo um negócio desses, ela estava gritando comigo? Eu não podia berrar com ela, eu tinha que ser simpático...
-Hey! Calma ai garota! Eu só queria que você fosse comigo até lá, ver a galera e pá!
-Obrigada, mas eu não to afim nem de ir na sorveteria, nem de ver a galera e pá muito menos ir com você. – Ela sorriu sarcástica, pegou suas coisas e saiu andando arrumando o caderno e o livro em sua mão. Espera. Eu ouvi bem, ou meus ouvidos estão me enganando? Ela...esse ser estava me dando um fora? Como assim? Ela? Era pra ser ao contrário tá legal? Eu estava tendo o maior trabalho de convidá-la e ela dizia aquilo como se eu fosse um pedaço de lixo podre? Eu fiquei em pé e fui atrás dela.Agora ela feriu meu orgulho,cara.
-Hey! Você tem algo contra mim? - Eu perguntei.
-Me dá um minuto pra pensar? – Ela disse fazendo uma pausa. – Aham! – Respondeu segura sem para de andar. – Vai chamar uma das lideres de torcidas loiras vai! - Olha eu juro que se não fosse essa porcaria de aposta eu nunca ia ter falado com você estranha!
-Mas eu quero ir até a sorveteria com você! Elas não comem doces! – Disse, achando que agora ela resistiria ao charme Poynter, mas aquilo só fez a infeliz dar risada.
Qual é eu tenho cara de palhaço! Não dá pra ela aceitar ir até a porcaria da sorveteria comigo? QUE SACO!
-Olha Poynter, o pessoal que você anda, não é o que eu ando tá? E você... – Ela me olhou de cima a baixo. – Deixa pra lá, não vai rolar! – Ela disse saindo andando. Ah que merda! Essa garota é mais chata do que qualquer coisa!
-Katarinna! Por favor, vai até a sorveteria comigo! Eu prometo que é só um sorvete! – Disse numa tentativa que sabia que iria ser em vão. Porém, a estranha parou e se virou.
-Poynter, se você quer tanto ir comigo, prove. – Ela disse. O que? Ela ficou doida é? Bateu a cabeça no saco de batata? Que saco!
-Provar? Provar o que?
-Provar que você não está fazendo mais uma de suas brincadeirinhas idiotas Poynter!
-Mas o que você quer que eu faça em? Como quer que eu prove?
-Não sei! Só prove. – Ela revirou os olhos.
-E se eu provar, você vai mesmo? Vai até a sorveteria comigo? – Perguntei.
-Sim eu dou a minha palavra que eu vou até a sorveteria ver a sua galera. – Ela disse tentando me imitar. Patética. – Porque diferente de muitos, eu cumpro a minha palavra. – Ela sorriu.
-Isso foi uma indireta? – Perguntei franzindo a testa.
-Se a carapuça servir Poynter... – Ela piscou e saiu andando. Isso então tinha sido um fora? Ela Não iria na porcaria da sorveteria comigo mesmo? Bufei e voltei para a arquibancada onde os dudes estavam.
-HAHA, o pegador levou um fora da Backer é? – Danny disse rindo.
-Não Caro Jones, foi um pé na bunda mesmo! – Harry disse rindo, e fazendo os outros rirem também, menos eu.
-Não esquece Poynter, um mês! E no fim dele, terá que levar ela pro baile da escola ok? – Tom piscou.
-PERA AI! VOCÊ NÃO DISSE NADA DE BAILE! – Quase berrei quando ouvi a palavra baile.
-Disse sim, mas você estava ocupado demais pra perceber isso. – Nota Mental: arranjar amigos novos. Suspirei e sentei ao lado dele. – 30 dias meu caro amigo, 30 dias! Se não, rá! Terá showzinho aqui. – ele riu. Mas eles não iam conseguir me intimidar, eu sou Dougie Poynter, nenhuma Katarinna Backer vai me derrubar, segurem-se amigos!
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